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Atividades - Ateneu - 2016


ANO de 2016

 
 
TERTÚLIAS MENSAIS
 
As tertúlias decorrem, a cada mês, no Auditório da Reitoria da Universidade da Madeira. Após cada tertúlia segue-se um jantar-debate, no Restaurante Café Ateneu. A participação na tertúlia é livre. O jantar-debate requer marcação até à véspera de cada evento, sendo para tal necessário o preenchimento do formulário disponível AQUI.
 
 
Outubro 
 
 
 
A 18 de outubro, o Clube Ateneu do Conselho de Cultura da Universidade da Madeira deu continuidade à sua atividade, com mais uma tertúlia intitulada "Autonomias: Que caminhos?  Que futuro?". Esta tertúlia foi dinamizada por Alberto João Jardim, antigo Presidente do Governo Regional da Madeira. Alberto João Cardoso Gonçalves Jardim nasceu no Funchal, em 1943. Licenciou-se em Direito pela Universidade de Coimbra e foi co-fundador, na Madeira, do Partido Social Democrata. Neste Partido presidiu a todas as suas Comissões Políticas Regionais, até Janeiro de 2015. Nesta qualidade integrou também todas as Comissões Políticas Nacionais, inclusive na qualidade de vice-presidente de uma, tendo sido também presidente da Mesa do Congresso Nacional, do referido Partido. É Presidente Honorário do PSD/Madeira e da JSD/Madeira. 
 
 
 
 
Setembro
 
O Clube Ateneu do Conselho de Cultura da Universidade da Madeira retomou a sua atividade, a 20 de setembro, com mais uma tertúlia, intitulada "Religião e Política: O reacender de uma prova de forças?". A tertúlia teve início às 18h30, no Auditório da Reitoria, e foi dinamizada por Ilse Everlien Berardo, Teóloga e Pastora da Igreja Luterana Alemã. Até muito recentemente, a vasta maioria dos debates sobre religião e política versava sobre o relacionamento histórico ou institucional entre Igreja e Estado, o que decorria da utilização do termo “Igreja” enquanto instituição do cristianismo e enquanto sinónimo para religião. Contudo, o debate público fechou os olhos à realidade que a sociedade europeia vive: esta não enfrenta somente uma religião, mas diversas religiões com conteúdos teológicos próprios e uma apresentação cultural bem diferente da tradicional judaico-cristã. O estado laico, por sua vez, nem observou esta transformação no contexto religioso da sociedade, fundamentando-se na convicção que a religião é um fator de identificação pessoal que o estado nem favorece, nem discrimina. Para muitos a religião - e especialmente a religião dos outros - é considerada novamente a raiz de todo o mal e devia desaparecer da vida pública. Para outros devíamos abdicar do conceito existente da tolerância e reforçar a vigilância do estado sobre o indivíduo, abnegando a liberdade em nome da segurança.
 
 
 
Junho
 
O Clube Ateneu do Conselho de Cultura da Universidade da Madeira, levou a cabo, às 18H30, do dia 14 de junho, no Auditório da Reitoria, a tertúlia subordinada ao tema "9 000 milhões de habitantes… Para onde ir?" e contoucom a dinamização de Gilda Dantas. Segundo os dados fornecidos pelo Relatório das Nações Unidas, em julho de 2015, a população mundial deverá atingir 9,7 mil milhões em 2050 e exceder os 11 mil milhões em 2100. Paralelamente à desigual distribuição da população e dos alimentos, agravada pela degradação dos solos e pela escassez de água doce, assiste-se a um envelhecimento da população, provocado por uma esperança média de vida cada vez mais elevada e por uma taxa de natalidade que se vai reduzindo lentamente. Tentar remediar estes desequilíbrios será o início de uma nova fase de desenvolvimento, o que não será uma tarefa fácil quando sabemos que, em 2016, 49,27% da riqueza mundial está nas mãos de apenas 1% da população, segundo a lista anual de bilionários da revista Forbes e de um estudo do Credit Suisse. Gilda Dantas, é licenciada em Geografia, pela Faculdade de Letras da Universidade Clássica de Lisboa, Mestre em Gestão do Território, pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, e Doutorada pela mesma Universidade em Geografia e Planeamento Territorial, na especialidade em Planeamento e Ordenamento do Território. Foi professora efetiva na Escola Secundária de Francisco Franco, onde desempenhou os cargos de Vice-Presidente do Conselho Diretivo e de Diretora Executiva. Foi também Diretora Pedagógica na Escola Profissional de Hotelaria e Turismo da Madeira e Presidente da Associação Insular de Geografia, entre 2009 e 2015. É atualmente Presidente da Mesa da Assembleia Geral da referida Associação.
 
  
 
Maio 
 
"Loucura; Por onde anda a fronteira da sanidade?" foi o tema de mais uma tertúlia do Clube Ateneu, do Conselho de Cultura da Universidade da Madeira, às 18H30, do dia 17 de maio, no Auditório da Reitoria. Serão a sanidade e a loucura dependentes da subjetividade ou objetividade dos olhares? Difícil, pois a realidade depende das diferentes perceções dos olhares da alma. Estas e outras questões foram abordadas nesta tertúlia pelo orador convidado, o psiquiatra Luís Filipe Fernandes. Luis Filipe Fernandes é licenciado em medicina pela Universidade de Coimbra, assistente de Psiquiatria da Carreira médica hospitalar do quadro do Centro Hospitalar do Funchal e Chefe de Serviço de Psiquiatria, desde 2001. Leciona as disciplinas de Saúde Mental e Psiquiatria na UMa e de Psicopatologia na Escola de Enfermagem de S. José de Cluny, na especialização em Saúde Mental e Psiquiatria. É diretor Clínico das Casas de Saúde S. João de Deus, onde exerce desde 1990, e Câmara Pestana. É também Médico Psiquiatra na Clinica D. Mécia.
 
 
 
 
Abril 
 
 
"Água de Giro" foi o tema da tertúlia do Clube Ateneu do Conselho de Cultura da Universidade da Madeira (UMa), a dia 19 de abril, pelas 18h30, no Auditório da Reitoria, ao Colégio dos Jesuítas. Os madeirenses, apertados entre o Atlântico e as montanhas vulcânicas, tiveram engenho e forças para criar uma soberba paisagem agrária. A armação dos socalcos e a abertura das levadas para o transp
orte da água fertilizadora são obras maiores do património da humanidade. Para edificar os poios foi preciso partir o basalto e esboroar os tufos vulcânicos. Pedra sobre pedra foram construídos muros sem fim. O solo transportado às costas por íngremes caminhos de pé posto foi enchendo tabuleiros, que produzem comida e bebida há quase seis séculos. Com temperaturas habitualmente acima dos 15ºC e com a água de giro, as minúsculas explorações agrícolas começaram a produzir doze meses por ano. O orador convidado para abordar este tema foi Raimundo Quintal, Doutorado em Geografia Física pela Universidade de Lisboa e investigador no Centro de Estudos Geográficos, do Instituto de Geografia e Ordenamento do Território, daquela Universidade. 
 
 
 
 
 
Março
 
Fátima Aveiro, Presidente do Banco Alimentar contra a Fome na Madeira foi a oradora convidada da tertúlia promovida pelo Conselho de Cultura da Universidade da Madeira, no dia 15 de março, no âmbito das atividades do Clube Ateneu. A tertúlia teve lugar no Auditório da Reitoria sob o tema "A Fome no mundo: Haverá arroz para todos?". Cerca de 805 milhões de pessoas, ou seja, uma em cada nove, passam fome. Paradoxalmente, um terço de toda a comida produzida no planeta é perdido ou desperdiçado. No nosso País por exemplo, cada cidadão deita fora, por ano, cerca de 100 kg de comida que ainda poderia ser consumida. Apesar dos progressos na erradicação da fome, os números de várias regiões e sub-regiões do planeta continuam a ser preocupantes. Os meios encontram-se ao nosso alcance e é possível vencer a guerra contra a fome, mas afinal o que falta fazer? Onde se erra? Porque é que há Fome? Esta e outras questões serão apresentadas por Fátima Aveiro com base na informação de várias organizações especializadas e ainda à luz de alguns líderes e inspiradores mundiais, que em comum têm a convicção de que a emergência de uma Solidariedade Mundial é fundamental para a erradicação deste flagelo humano. Fátima Aveiro é licenciada em Política Social e Pós-Graduada em Economia Social e Solidária. Antes de assumir a presidência do Banco Alimentar contra a Fome, na Madeira, a oradora desempenhou diversos cargos na área social, dentre os quais, Auditora de Qualidade das Unidades de Internamento da Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados, Assessora Principal do Serviço Técnico de Formação Profissional da Direção Regional da Educação Especial, Diretora Executiva da Associação de Paralisia Cerebral da Madeira, Assessora Principal da Direção de Serviços de Igualdade de Oportunidades da Direção Regional do Trabalho, Diretora-geral do Grupo lNostrum e Conselheira Técnica da Secretaria Regional dos Assuntos Sociais. Foi ainda Diretora Regional da Segurança Social da RAM, Diretora de Serviços do Serviço de Defesa do Consumidor e Chefe de Divisão de Promoção de Emprego da Direção Regional de Emprego.
 
 
 
 
 
Fevereiro
 
O Conselho de Cultura da Universidade da Madeira retomou a 16 de fevereiro, as tertúlias temáticas, com a discussão do tema "Segurança e Defesa - Um Desafio Constitucional?”Neste primeira tertúlia de 2016, Eduardo Brazão de Castro, especialista em assuntos de defesa nacional, dinamizou uma reflexão sobre o papel das Forças Armadas e das Forças de Segurança Interna, face à atual situação de instabilidade política mundial e aos existentes e potenciais conflitos dela decorrentes, evidenciando também a necessidade da adaptação do nosso país e do próprio regime constitucional, às problemáticas emergentes, nos planos interno e externo. Eduardo Brazão de Castro é licenciado em Direito pela Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, tendo exercido a profissão de advogado e professor do ensino secundário. Foi membro da Comissão Politica Regional do PSD e secretário-coordenador dos TSD/M. Foi Deputado à Assembleia Legislativa Regional e Secretário Regional do Governo Regional da Madeira, ao longo de 31 anos consecutivos, tendo assumido as pastas da Educação e Cultura, Assuntos Parlamentares e Comunicação, e Recursos Humanos. Foi também representante da RAM no Conselho das Regiões da Europa, no Conselho das Regiões Periféricas e Marítimas da Europa, na Conferência de Presidentes das Regiões Ultraperiféricas e na Conferência anual da OIT – Organização Internacional do Trabalho. Foi ainda, auditor do Curso de Defesa Nacional 2011/12, atualizado em 2015. Participa no Ciclo de Conferências e Seminários que anualmente têm lugar no IDN – Instituto da Defesa Nacional e é Presidente da Delegação Regional da Associação dos Auditores dos Cursos de Defesa Nacional. Em 2012 foi-lhe atribuída a Ordem de Mérito – Grau de Grande Oficial.