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Princípios orientadores das ações em curso

 

A orientação estratégica do Clube das Artes não pode deixar de ser, no momento muito particular em que ocorre a sua concretização, uma resposta articulada às circunstâncias socioeconómicas e culturais que se verificam, tendo em consideração que as mesmas conformam uma omnipresente e profunda crise que se anuncia perene e muito provavelmente fundadora de novos paradigmas sociais, económicos e políticos, logo, culturalmente transformadora e artisticamente incontornável.

Sob este signo, propõem-se três linhas estratégicas fundamentais para a ação do Clube das Artes:

  1. A divulgação de percursos de trabalho em diferentes áreas, relevantes no conjunto das realidades artísticas e do design atual, mas também noutras áreas do conhecimento correlacionáveis que não conhecem por outra vias, neste momento, uma divulgação abrangente e informada na sua total amplitude e profundidade;
  2. A divulgação e incentivo de novos valores nas áreas criativas das artes visuais, design, e outras áreas científicas e tecnológicas que operam em novos cenários, ou de novos modos, viáveis no contexto atual;
  3. A agregação, nas áreas criativas das artes visuais e do design, bem como nas áreas das ciências, e particularmente no que se refere às tecnologias da informação, de eventos que podem ser potenciados, em termos de significado e impacto, pelo seu inter-relacionamento, beneficiando de uma contextualização adequada e de uma divulgação e apreciação crítica melhor esclarecida;

Cada uma destas linhas de atuação configura uma via para uma abordagem criativa, e a presentemente indispensável propagação consequente, de realidades que marcam diferentes aspetos da cena artística atual, desde a reflexão sobre os fenómenos mais firmemente estabelecidos e institucionalizados na noção comum de artes visuais, até a descoberta de novos modos de atuação em novos campos de ação, ou a redescoberta de territórios que tendo sempre integrado o mapa da nossa cultura, são frequentemente compartimentados na esfera própria dos seus objetos particulares, esquecendo-se o modo inequívoco como condicionam os contornos de uma realidade da qual, precisamente, se alimentam entendimentos e linguagens artísticas. Naturalmente, considerando o que atrás é dito, a viabilidade, é, neste momento um objetivo a ter em atenção.